Alexandre de Moraes nos fez um favor: ele finalmente nos revelou a verdade sobre nós mesmos. Sim, nós, aqueles que acreditamos na liberdade, na família, na moralidade e no direito de questionar. Segundo o ministro, as redes sociais fazem lavagem cerebral, manipulam o pensamento e, de quebra, ajudam a espalhar o fascismo e o nazismo. Se ele está certo, então a metade do Brasil — que votou em Bolsonaro — precisa aceitar a realidade: somos fascistas!
OS CRIMES QUE CONFESSAMOS
Sim, somos criminosos. Defendemos a vida desde a concepção, a inocência das crianças, a família tradicional, o direito de livre expressão e a crença em Deus. Rejeitamos qualquer imposição da agenda woke que tenta corromper o tecido social através da degradação dos valores humanos. Lutamos contra a corrupção e não aceitamos um governo que enriquece políticos às custas do suor do povo. Defendemos a democracia como um campo de debate livre, onde todos têm o direito de questionar, de resistir e de exigir transparência do Estado.
Mas, veja bem, nós fomos enganados. Sempre acreditamos que questionar faz parte da democracia, que contestar abusos é um direito, que pedir clareza é uma obrigação cidadã. No entanto, descobrimos que essas são características de um perigo para a sociedade: o fascismo. Portanto, se defender a liberdade de pensamento é fascismo, então devemos assumir nossa “culpa” e vestir a carapuça.
A NOVA VERDADE, QUEM AINDA NÃO ENDENTEU?
Moraes está obcecado com a ideia de que as redes sociais são o verdadeiro mal da democracia. Para ele, se você discorda da narrativa oficial, você é um terrorista digital, um golpista em potencial, um dissidente sem direitos. O Supremo Tribunal Federal tornou-se uma entidade que não apenas interpreta a Constituição, mas também decide arbitrariamente quem pode ou não exercer seus direitos básicos.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) acaba de denunciar Bolsonaro e mais 33 pessoas por um suposto “golpe de Estado” que nunca se concretizou. Com base em delatores desesperados por acordos, narrativas construídas sem evidências concretas e muita pressão da grande mídia, a acusação não se sustenta. Mas isso importa? Claro que não. A questão não é a verdade, mas sim o poder.
A LAVAGEM CEREBRAL QUE SÓ A DIREITA SOFRE
Não é curioso que apenas os conservadores sejam acusados de sofrer lavagem cerebral? Segundo Moraes, somos massa de manobra das redes sociais, pois não confiamos na velha imprensa. Mas quem é que passou os últimos anos promovendo narrativas unilaterais, censurando qualquer questionamento e vendendo pautas que atendem a interesses políticos específicos? A imprensa tradicional!
Se questionar significa ser doutrinado, então deveríamos aplicar o mesmo raciocínio à esquerda. Mas não, os militantes progressistas são sempre “conscientes”, “esclarecidos” e “do lado certo da história”. Afinal, acreditar que um ladrão condenado virou o maior estadista do Brasil sem sofrer uma lavagem cerebral deve ser puro acaso.
A INQUISIÇÃO DIGITAL JÁ COMEÇOU
A censura já está entre nós. Se você ousa levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral, é taxado de golpista. Se você defende que há exageros na criminalização da “desinformação”, você é um perigo para a sociedade. Se você questiona as decisões do STF, você é um terrorista digital. Estamos vivendo um estado de exceção disfarçado de democracia, onde o tribunal supremo se tornou a entidade suprema, acima da Constituição, acima das leis, acima do povo.
O Brasil não está mais sendo governado por um Executivo ou um Legislativo eleitos pelo povo. O país está sob o jugo de uma oligarquia togada que decide arbitrariamente quem pode ou não participar da vida pública. A Justiça não se contenta mais em interpretar a lei; ela agora a cria e a aplica conforme sua conveniência.
SE SOMOS FASCISTAS, NÃO PODEMOS LUTAR CONTRA ISSO
Se ser fascista significa defender a liberdade de expressão, rejeitar a corrupção, acreditar na importância da família, defender a moralidade, rejeitar a doutrinação das crianças e lutar contra qualquer forma de censura, então nós, os conservadores, não temos escolha a não ser assumir essa “culpa” imposta.
Se a democracia brasileira realmente significar que apenas um lado pode falar, apenas um lado pode ganhar, apenas um lado pode questionar e apenas um lado pode governar, então talvez devêssemos repensar o que estamos chamando de democracia.
Moraes pode continuar seus discursos, pode continuar atacando as redes sociais, pode continuar consolidando seu poder, mas uma coisa é certa: a verdade não pode ser calada para sempre. A história nos mostra que regimes que tentaram controlar o pensamento de seus cidadãos sempre falharam. A pergunta é: quanto tempo levará para que a democracia real volte a prevalecer no Brasil?
Por enquanto, sigamos sendo os fascistas pró-democracia. Afinal, se questionar, pensar por conta própria e lutar pela verdade são agora considerados crimes, então podemos nos orgulhar de sermos os “criminosos” da vez.













