Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado
George Orwell
O debate sobre a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 atingiu um novo patamar após a histórica manifestação popular ocorrida na Avenida Paulista neste domingo, 7 de abril. Convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, a mobilização reuniu milhares de pessoas, ocupou quarteirões inteiros da avenida mais simbólica do Brasil e escancarou o que já se sabia nas ruas, mas que parte da elite tenta esconder: a pauta da anistia não é um capricho político — é um clamor popular.
Enquanto a esquerda grita “anistia nunca” em eventos vazios, carregando nas costas o peso da hipocrisia histórica, a direita mostra sua força nas ruas com um recado claro: Anistia já! Mas o medo da esquerda vai além da política do momento. O que eles realmente temem é perder o monopólio do vitimismo que construíram desde 1979, quando, anistiados por crimes graves, reinventaram-se como heróis democráticos.
A ANISTIA DE 1979 E O NASCIMENTO DA NARRATIVA VITIMISTA DA ESQUERDA
A Lei da Anistia, promulgada em 1979, foi uma tentativa de reconciliação nacional. Perdoou os crimes de militares que cometeram abusos durante o regime e, igualmente, perdoou crimes de guerrilheiros de esquerda, muitos dos quais cometeram atos de terrorismo, como sequestros, assassinatos, assaltos a bancos e explosões.
No entanto, com o passar do tempo, a esquerda conseguiu apagar da memória coletiva os seus próprios crimes. Reescreveram a história como se todos os seus militantes fossem apenas idealistas inocentes. Apresentaram-se como vítimas puras da ditadura, omitindo que muitos lutavam não por democracia, mas pela implantação de um regime comunista semelhante ao de Cuba.
Essa anistia lhes deu não apenas o direito de retornar ao país, mas também o poder de dominar a narrativa histórica. E desde então, utilizam esse monopólio para deslegitimar qualquer forma de oposição conservadora como “golpista”, “fascista” ou “terrorista”. É este privilégio narrativo que está sob ameaça agora.
OS EXCESSOS DA DITADURA MILITAR E O USO POLÍTICO DO SOFRIMENTO REAL
Não se trata aqui de ignorar os abusos cometidos pelos militares. A repressão foi real, violenta e, em muitos casos, desumana. Pessoas inocentes foram presas, torturadas e até mortas. Essas vítimas existem e merecem respeito.
Mas o que a esquerda fez foi instrumentalizar esse sofrimento real para blindar os próprios criminosos. Usaram o drama humano como escudo moral para proteger os militantes armados, os que desejavam instaurar uma ditadura comunista e que, em nome de seus ideais totalitários, cometeram atrocidades.
Hoje, aqueles que de fato sofreram são usados como uma camada de proteção. O discurso da dor virou escudo ideológico. Questionar os crimes da esquerda virou tabu. E qualquer tentativa de recontar a história com equilíbrio é taxada como “revisionismo perigoso”.
A CONSTRUÇÃO DE UM MONOPÓLIO DO VITIMISMO
Durante décadas, a esquerda moldou a opinião pública para que apenas ela pudesse reivindicar o papel de vítima. Ela se apropriou do discurso dos direitos humanos, da liberdade de expressão, da resistência política — mesmo quando os fatos dizem o contrário.
As escolas, universidades, filmes, livros, novelas e, principalmente, a grande imprensa, reforçaram essa visão unilateral. A narrativa construída apresenta a esquerda como a guardiã da democracia e a direita como sua eterna inimiga. E quando a direita denuncia abusos ou se manifesta, é imediatamente desqualificada como “antidemocrática”.
Mas isso está mudando. O povo cansou da injustiça seletiva. Cansou da hipocrisia de quem se diz defensor da liberdade enquanto apoia censura, prisões arbitrárias e perseguições políticas.
A manifestação do dia 7 na Avenida Paulista é prova disso. Não foi apenas uma demonstração de força, mas um grito coletivo contra a tirania travestida de democracia.
O 8 DE JANEIRO E O NOVO PROTAGONISTA: O CONSERVADOR
Os eventos do 8 de janeiro não foram um golpe de Estado. Não houve armas, planos concretos, nem lideranças organizadas para tomada de poder. O que houve foi um ato desesperado de protesto de milhares de brasileiros que se sentem traídos pelas instituições.
Esse povo — diferente da elite de esquerda que se diz “oprimida” — são trabalhadores, mães, pais, pequenos empresários, aposentados. Muitos foram presos sem provas, sem julgamento, com provas frágeis e acusações genéricas. O caso da cabeleireira que recebeu 14 anos de prisão por “atentar contra a democracia” por causa de um batom em uma estátua é simbólico do absurdo em que vivemos.
Enquanto traficantes e políticos corruptos são libertados pelo STF, cidadãos comuns são tratados como perigosos terroristas. E a esquerda aplaude, porque sabe que, mantendo esse estado de exceção, mantém o medo — e o medo alimenta o seu poder.
POR QUE A ESQUERDA TEME A ANISTIA?
A resposta agora está mais clara do que nunca. A anistia aos patriotas desmontaria toda a estrutura simbólica construída desde a redemocratização. Ela romperia com o mito de que só a esquerda sofreu, lutou, resistiu.
A manifestação de 7 de abril mostrou que não há mais como esconder a força popular dessa pauta. O apoio de oito governadores, senadores, deputados, vereadores e até do prefeito de São Paulo revela que não é mais um movimento marginal — é um movimento de massa.
A esquerda teme que, ao conceder a anistia, se reconheça que houve sim abuso, perseguição e injustiça contra a direita. Teme ver sua narrativa ser comparada — e percebida — como hipócrita. Afinal, se ela própria foi anistiada por crimes gravíssimos no passado, como pode se opor à anistia de cidadãos que, em sua maioria, estavam apenas protestando?
A esquerda não quer justiça. Quer manter o privilégio histórico.
O BRASIL EM UMA ENCRUZILHADA HISTÓRICA
O Brasil está em uma encruzilhada histórica. Ou viramos a página com coragem, ou continuaremos reféns de uma narrativa manipulada, imposta e cada vez mais desacreditada.
A manifestação pró-anistia da Avenida Paulista não foi apenas um evento político. Foi um divisor de águas. Mostrou que o povo conservador não está intimidado, não está calado e não aceitará mais ser tratado como criminoso por pensar diferente.
A anistia não é um favor. É uma necessidade moral, jurídica e histórica. É a reparação de uma injustiça clara, reconhecida até por membros do próprio STF, como Gilmar Mendes, que já afirmou publicamente que “não houve tentativa de golpe.”
Não se trata de esquecer os excessos do 8 de janeiro, mas de tratá-los com a proporcionalidade que a Justiça exige. O que está em jogo é a liberdade. É a democracia. É o futuro.
A esquerda pode até tentar prender Jair Bolsonaro. Pode perseguir patriotas, censurar redes sociais, manipular a imprensa. Mas não pode apagar o mar de gente que foi às ruas exigir liberdade e justiça.
Eles têm medo da anistia porque têm medo da verdade. E agora o Brasil inteiro começa a enxergar isso.
Anistia já!













